Por: Irmã Loiva Urban – diretora do Colégio Notre Dame Ipanema

As diversas famílias Notre Dame herdaram de Santa Júlia, os valores da bondade e da simplicidade. Lemos, ouvimos, escrevemos com frequência sobre estes dois atributos, estreitamente relacionados.

Nas mais diversas circunstâncias – boas ou adversas – Santa Júlia dizia: “ Oh! Quanto é bom o bom Deus!” Objetivamente não é possível fazer essa radiante afirmação sem que ela esteja encarnada, introjetada na vida pessoal e grupal, na história de acertos e desacertos, de idas e vindas, de buscas e de experimentos . A bondade de Deus em si, só é existente, disponível, legível e credível quando se revela no modo de ser e viver de uma pessoa histórica, concreta, visível, acessível, ou seja, quando pessoalmente somos alvos da bondade. Dito de outra forma, um ideal – como a bondade de Deus a ser testemunhada e anunciada ao mundo inteiro – só existe se ela é a força, a alegria, o empuxo, a razão de ser de uma pessoa, de um grupo de pessoas. A bondade de Deus em si existe encarnada e historicizada na vida das pessoas. No caso, sonhamos que seja destaque na vida e ação das pessoas que são Notre Dame.
Quando a bondade é perceptível, legível no dia a dia das pessoas, a alegria é uma decorrência, é manifestação da mesma. A vivência da bondade é simples, porque o bom Deus é simples. É de uma retidão sem meandros, sem subterfúgios, ou seja, é sem ornamentos, sem rebuscos, sem vinhetas, sem frisos, sem retoques, é direta e linear. A pessoa simples é burilada, cinzelada. Sine cera = sem cera. É recatada, sem holofotes.
Esta é uma parte precisa da preciosa herança de Maria Rosa Júlia Billiart: 12/07/1751 – 16/04/1816 – 16/04/2016. A senhora destas datas históricas foi declarada Santa Júlia Billiart a 22 de junho de 1969, pelo Papa Paulo VI.