Estudantes pesquisam a realidade dos atletas olímpicos
17 de agosto de 2016 Notícias

ZLE_9963Quem está acompanhando a transmissão das Olimpíadas já notou que muitos dos competidores participam de programas sociais de estímulo à prática esportiva, como é o caso da judoca Rafaela Silva, medalhista de ouro na edição sediada pela capital carioca.

ZLE_9973Por isso, os estudantes matriculados no 6º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Notre Dame Ipanema desenvolveram uma pesquisa interdisciplinar sobre os países de origem dos atletas. Segundo uma das proponentes da atividade, a docente de Ciências, Cecília Joanele, a tarefa representou, antes de tudo, um momento de reflexão. “Um dos principais objetivos é a conscientização sobre as ações do homem para com o próximo. Afinal, em alguns dos países que foram estudados, é através do esporte que se conquista uma vida melhor e, por vezes, ajuda-se a comunidade”, explica a educadora, ressaltando que a maioria dos educandos desconhece a realidade de nações de baixa renda.

Antes de buscar por dados sobre a porcentagem de pessoas com acesso ao saneamento básico, sobre as condições da água ingerida e sobre as doenças que podem decorrer da precariedade, contudo, os estudantes conheceram os países que seriam seu objeto de estudo, por meio de sorteio. Além de elaborar um relatório sobre tais aspectos, os educandos deveriam procurar por dados demográficos, como o quantitativo populacional, o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a expectativa de vida, a taxa de analfabetismo e a renda per capita.

Eles também deveriam calcular, comenta a outra educadora proponente, Rosilane Freitas, o horário em que a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2016 aconteceria, no fuso horário do país pesquisado. ZLE_9944Além disso, eles teriam de escolher um atleta daquela nacionalidade, que tenha participado ou que esteja participando das Olimpíadas, e confeccionar uma tocha simbolizando a sua nação. “Assim, praticamos mais que cálculos e pesquisas. Praticamos a socialização, o trabalho em equipe e o raciocínio lógico, enquanto  conhecíamos culturas diferentes”, conclui Rosilane, responsável pela disciplina de Geografia.

Atividades interdisciplinares como essa, desenvolvidas desde os primeiros anos do Ensino Fundamental, possibilitam que, ao chegar no Ensino Médio, os estudantes estejam preparados para as avaliações externas, como o Exame Nacional do Ensino Médio e os vestibulares, que são compostas por questões nas quais saberes de diferentes áreas do conhecimento são integrados.

  • Colégio Notre Dame Ipanema