Tradição e inovação de mãos dadas na palestra de Carolina Sanches
4 de fevereiro de 2020 Notícias, Portal
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WhatsApp Image 2020-02-04 at 11.32.17A volta às aulas é tempo de amar: com essa afirmação, o agente da Pastoral, Henrique Kaladan, iniciou a primeira Formação Continuada de 2020 convocando professores e funcionários a uma reflexão, inspirada pela leitura de Eclesiástico 8. Em seguida, a diretora do colégio, Irmã Elena Bini, deu as boas-vindas à sua equipe com um café da manhã coletivo, ressaltando que, neste ano, o foco são as conexões. “Daremos continuidade ao projeto Emóvere integrado à proposta de toda a Rede: nossas conexões movem nossos caminhos”, ressaltou.

ZLE_0372 Para os educadores, o evento contou com a participação da jornalista, pedagoga e especialista em ludicidade e jogos infantis, Carolina Sanches, que convidou os presentes a uma jornada pela inovação e criatividade na educação. De acordo com a diretora e co-fundadora do Lerconecta, inovar não é, necessariamente, apresentar algo inédito, uma vez que trabalhar com criatividade e autoria em cima de algo que já existe é, sim, inovação. “Vivemos muito deja vu, portanto proponho o ”vu jade”, que seria observar algo familiar com um novo olhar, ter ideias novas acerca de antigos problemas”, pontuou.

WhatsApp Image 2020-02-04 at 11.33.21Em uma comparação entre as diferentes culturas, Carolina ressaltou, ainda, que os ocidentais, além de muita pressa, alimentam a ideia de que a tradição é o oposto da novidade. Os orientais, por sua vez, entendem a criatividade e a inovação ligados à tradição. Exemplos disso são os mangás – histórias em quadrinhos de origem japonesa – que apresentam elementos tradicionais da cultura do país.

Sobre o contexto atual, a especialista foi taxativa. “O acrônimo VUCA – volatilidade (volatility),  incerteza (uncertainty), complexidade (complexity) e ambiguidade (ambiguity) – traduz a sociedade contemporânea. O “homozapiens” é fadado ao fracasso, não podemos fazer duas coisas ao mesmo tempo, podemos alternar, mas não realizar simultaneamente”, indicou.

Diante disso, a convidada salientou que a inovação na educação não está ligada à tecnologia, mas ao professor, que detém a capacidade de questionamento. “Não dá para competir com a tecnologia quando se trata de armazenar respostas, mas questionar é a nossa carta na manga. Não parem de perguntar: por quê? E se? Como?”, concluiu, lembrando que questionar é filosofar e, somado à ação, é inovação.
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Já a manhã de formação aos funcionários foi conduzida pela diretora da Pastoral Escolar da Rede Notre Dame, Irmã Araci Maria Ludwig, que falou sobre “Carisma e Missão de Santa Júlia: a espiritualidade da unidade”. Usando quatro eixos que resumem a essência Notre Dame – identidade, consagração, carisma e herança – a religiosa inspirou os participantes a criarem analogias entre esses valores e seu dia a dia no trabalho, ajudando-os a construir significados e motivações que transcendem a sua atividade profissional. “Nossa missão é ser luz às pessoas e, nesta tarefa, Jesus é nosso centro”, explicou Ir. Araci.

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