Estudantes assistem a aula sobre a Febre Amarela
7 de abril de 2017 Notícias, Portal
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DSC_0092Desde a última semana de março, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro está promovendo campanha de vacinação contra a Febre Amarela. Por isso, os educandos matriculados no 5º Ano do Ensino Fundamental do Colégio Notre Dame Ipanema assistiram a uma aula de ciências sobre a doença.

DSC_0096Nela, a docente Danielle Almeida esclareceu que um dos fatores de dissociação do vírus é o desmatamento das florestas. “A partir do momento em que o predador do mosquito transmissor começa a morrer e a quantidade de mamíferos de cujo sangue ele se alimenta reduz, ele busca outros alvos”, detalhou, lembrando que quando um vírus que tem princípio rural passa a atingir mamíferos urbanos, como os macacos, os cientistas atentam para a proximidade da doença.

Com 88 casos confirmados, apenas no primeiro trimestre de 2017, o surto de Febre Amarela – transmitida, em áreas urbanas, pelo mesmo vetor de transmissão da Dengue, da Febre Chikungunya  e do Zika Vírus: o Aedes aegypti – é o maior desde 1980, quando o Ministério da Saúde passou a disponibilizar os dados da série histórica.

DSC_0089Por ser transmitida pelo inseto, sua prevenção inclui impedir a disseminação da espécie. Por isso, deve-se evitar o acúmulo de água, afinal é nela que a fêmea deposita os ovos de onde nascerão as larvas que, após desenvolverem-se na água parada, se tornarão mosquitos.

Além disso, os cidadãos, especialmente aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença, devem ser imunizados. No Rio de Janeiro, a vacinação pública acontece nas unidades de saúde do Estado, que possuem funcionamento de segunda a sexta, das 8h às 17h, e aos sábados, a partir das 8h até o meio-dia.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a vacina não é recomendada para gestantes, idosos, crianças menores de 9 meses e pessoas com alergia a algum dos seus componentes e ao ovo e a seus derivados. A medicação também é contra-indicada para pacientes em terapias imunossupressoras, para portadores de doenças autoimunes, para pessoas que passaram por transplantes de medula óssea, para aqueles com histórico de Doença do Timo e para portadores de problemas neurológicos de natureza desmielinizante – como Síndrome de Guillain-Barré e Esclerose Lateral Amiotrófica. Em caso de dúvidas, o paciente deve conversar com o seu médico, antes da vacinação.

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