Democracia: uma lição aprendida na infância
3 de abril de 2019 Notícias, Portal
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DSC_0574-177Título de eleitor, carteira de identidade, comprovante de votação… À primeira vista, esses parecem elementos do universo adulto. Mas, no Colégio Notre Dame Ipanema, são itens que contextualizaram o processo democrático às crianças matriculadas no Pré II da Educação Infantil.

Neste segmento de ensino, a escolha pelos nomes das suas respectivas turmas – atividade proposta, também, ao Ensino Fundamental I – ocorreu de forma muito lúdica. DSC_0437-42Por isso, os próprios educandos interpretaram os diferentes atores envolvidos na eleição, como eleitores, mesários e, até, jornalistas. Além disso, confeccionaram representações dos utensílios e dos documentos tradicionalmente usados nas eleições de fato, como a urna.

Entretanto, o processo eleitoral começou bem antes, quando, conforme esclarece Beth Rodrigues, as educadoras responsáveis pelas turmas solicitaram que eles sugerissem como batizar os grupos. “Começamos explicando que se trata de uma identidade coletiva, que as sugestões de nomes têm que remeter a algo com o que a turma se identifique e sobre o que ela gostaria de aprender, pois o nome escolhido será o tema das vivências de aprendizagem das próximas semanas”, descreve a docente.

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A partir dos nomes sugeridos, então, três foram selecionados para a votação final, por meio de cédulas.

Dessa maneira, a atividade interdisciplinar favoreceu o exercício da escrita e da leitura, além de oportunizar a compreensão de conceitos como democracia e cidadania.

Além disso, possibilitou o desenvolvimento de competências socioemocionais – como busca a proposta norteadora, neste ano letivo, do fazer pedagógico do educandário. Afinal, quando conheceram o resultado da apuração, as crianças puderam socializar com as demais as emoções que sentiram, como explica a educadora Camila Santiago. “Esse momento é importante, porque, além de levá-las ao autoconhecimento, colocando-as em contato com suas emoções, trata, também, do cuidado com o que o outro sente”, afirma, enaltecendo a importância de reconhecer que as pessoas reagem de formas diferentes à mesma situação – o que demanda uma conduta adequada com relação à emoção do próximo.

Por fim, os educandos foram convidados a registrar seus sentimentos. Para isso, cada um deles recebeu um emoji sem expressão, a fim de que representasse nele a alegria, a euforia, a frustração ou a tristeza, entre outras sensações.

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